Dama de Elísio

Porque tão timida, menina sábida?
Que mais sábio que teu conhecimento
É este teu olhar, matemático a fitar

Da ponta do fio ao extremo da meada
Em que desfila em corda bamba
Com classe de uma verdadeira dama
Sem sequer tropeçar, a nos impressionar

Quem pouco desconfia dessa ingenuidade madura
Menina criança, que veste armadura
E que pronta pra guerra sempre mostra estar
De bochechas vermelhas, a nos desafiar

Derrubando cavalos, peões, rainhas e vassalos
Nos colocando em xeque, sem que nos mate
Mostrando que com elegância, sabedoria e arte
Teus calcúlos tão certos, jamais irão falhar

Matemática menina, que em campo não brinca
Esse jogo sempre foi teu.

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