Panoramio

E você sempre se despede
Em mais uma grande mentira
Que seus passos vão embora
Mas tua presença fica, e pisa

Crava os pés e faz raizes
Sem sequer ter semente
Enquanto mente, e mente
Que não vai voltar

Mas faz sombra no meu quintal
Nessa arvore de sentimentos
Que plantou e fez crescer
Tão forte que não consigo mais cortar

E me mata de secura enquanto bebe da minha água
E me envenena toda vez que me alimenta de esperanças
Com tuas amargas frutas que miseravelmente joga aos meus pés
Enquanto das flores que apenas eu vejo, ensurdeço

Me gritam: espinhos, espinhos!
Enquanto já estou escalando em você de novo
Mentindo mais uma vez que não vou me machucar.

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