Ab imo pectore

Essa é uma poesia aos suicidas
Pessoas cheias de nada que as guiam
Sacos vazios que continuam em pé
Enquanto o vento as empurram a frente

Ab imo pectore, ab imo pectore

Se tivesse certeza que o outro lado é melhor
Pediria permissão para me retirar dessa festa
Em que o único palhaço desse circo sou eu
Fazendo das suas vidas e vinganças mais divertidas

Fazendo das suas vidas e vinganças mais divertidas

Porque eu não aguento mais carregar os seus pesos
De egoísmo, narcisismos e péssimos conselhos
Em que eu sempre sou o errado da história
Em que não visto suas malditas roupas de espelhos

Ab imo pectore, ab imo pectore

Será que as suas versões são sempre mais sofridas
Ou são incapazes de enxergar as feridas alheias
Abertas em carne viva, lavando seus sapatos de sangue
Enquanto continuam pisando nos corações alheios?

Não deixem de lado a mesquinharia de esquecer quem sou
Minutos depois que não estiver mais no palco
Porque as flores que gosto já carrego no peito
E o sabor do desprezo levarei ainda fresco

Porque eu não aguento mais carregar os seus pesos
De egoísmo, narcisismos e péssimos conselhos
Em que eu sempre sou o errado da história
Em que não visto suas malditas roupas de espelhos

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